04/07/2016 // Clicks por aí

Quando a vida imita a arte

São inúmeras as relações entre pintura e fotografia, e não é a primeira vez que eu falo sobre isso, mas certas coisas merecem ser repetidas quantas vezes forem necessárias. Pintura é arte, fotografia também. E quando ambas se unem em um projeto, não tem erro. É sucesso na certa!

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Tá, tudo bem, podem haver inúmeros erros (ou nenhum acerto). Portanto, vou escrever melhor: quando ambas foram unidas em único projeto pelas mãos do londrino Matt Crabtree, o resultado foi de sucesso total. Melhorou? Matt é a união entre um olhar fotográfico e uma memória pictórica. Ele não usou o pincel para provar que é pintura, assim como não usou câmeras profissionais, rebatedores e luzes para criar tais fotografias. Essas imagens foram feitas com o celular e editadas no próprio aparelho.

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Matt criou uma série incrível de fotografias feitas de estranhos em pleno metrô londrino. Um smartphone, passageiros desavisados e muita criatividade deram vida a “16th Century Tube Passengers” (algo como “Passageiros do Metrô do Século 16“). São jogos de luz e sombra que grandes pintores traziam em suas telas. O olhar vago, os contrastes, as nuances. O fotógrafo conseguiu assemelhar imagens cotidianas com pinturas do século XVI. Gente, isso é sensacional.

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Independentemente das referências, da história da arte ou do interesse que vocês possam ter sobre o assunto, uma coisa é certa: Matt fez com que todo mundo olhasse duas vezes para ter certeza se aquelas imagens eram pinturas ou fotografias. Tornou um ambiente caótico numa imagem estática, calma e de uma beleza clássica. Posso repetir que isso é sensacional?

Fotos: Matt Crabtree

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